Hospital Frei Galvão

Hospital Frei Galvão -

Nossa História

A realização de um sonho

A ideia do futuro se constrói a partir do novo.

E é de muitas formas que a chegada desse futuro pode afetar a vida das pessoas mas, em especial, se estiver ligado à realização de um grande sonho, como o ambicionado pelos administradores e Irmãs, no ano de 1942, que acreditaram ser possível oferecer à comunidade da região de Guaratinguetá uma assistência hospitalar com o mesmo padrão de qualidade do encontrado nos melhores hospitais da Capital. O que era apenas uma ideia começou a tomar forma e, o que deveria, inicialmente, ser apenas um serviço de saúde, transformou-se no esboço de um hospital amplo e moderno.

 

O começo de tudo

Em 16 de junho de 1940, o então pároco da Igreja Santo Antonio, Dom Antonio de Almeida de Moraes Junior, fundou a maternidade, juntamente com um grupo de senhoras da alta sociedade e, junto com eles estava o Médico Cesar Germano Sigaud. Ao realizar um trabalho missionário na cidade de Tietê, Dom Moraes conheceu as Irmãs da Providência e convidou-as para trabalhar na maternidade.

As Irmãs chegaram em Guaratinguetá em 1942 para trabalhar na maternidade, que contava com 20 leitos, sendo particulares e gratuitos, o que acarretava em várias dívidas.

Confiando na Providência Divina, a obra foi ganhando uma nova estrutura e, por volta de 1981 foi inaugurada a primeira fase do Hospital, composta de 6 andares, vários apartamentos, 5 salas de cirurgia, 1 sala de parto, berçário e 1 centro de recuperação, tudo muito simples e sem equipamentos. O projeto, no entanto, previa 2 alas, que foram sendo construídas ao longo dos anos. Paralelamente, as Irmãs sentiram a necessidade de profissionalizar a administração, para que melhores resultados pudessem acontecer. A partir daí, foram criados novos apartamentos, equipamentos diagnósticos e terapêuticos foram adquiridos e, assim, foi aumentando a diversidade de especialidades médicas oferecidas e promovendo maior especialização dos serviços.

Tudo isso com um único objetivo: a busca da melhoria de todo o processo de promoção da saúde dos pacientes.

 

Crescendo sempre!

O avanço da informatização e da globalização decretou uma nova era para o ser humano, proporcionando uma grande aceleração no conhecimento do homem em todas as áreas da ciência. Ciente do significado da tecnologia para os profissionais em geral, e em especial para os da saúde, o Hospital Maternidade Frei Galvão tem evoluído muito, seguindo uma política de constante aprimoramento, disponibilizando o que há de mais avançado no campo da Medicina. Todos os setores estão informatizados, desde os administrativos até os ligados ao atendimento ao público. Tido desde sua implementação como modelo, o processo de informatização do Hospital começou em 1997 e é, até hoje, fonte de consultas de outras instituições interessadas em aderir aos avanços tecnológicos.

 

História de São Luís Scrosoppi – Fundador das Irmãs da Providência

São Luís Scrosoppi é o Santo da Providência e da Confiança de Deus. Foi canonizado no dia 10 de junho de 2001, após ter milagrosamente curado um jovem de 20 anos com a doença da AIDS em fase terminal. Mostrou-se o protetor todo especial dos desempregados que a ele recorreram.

Nascido em Údine, norte da Itália, em 1804, é o terceiro filho sacerdote de Dona Antônia e Domingos Scrosoppi. Foi ordenado sacerdote no ano de 1827 e, daí para frente, dedicou-se totalmente às meninas pobres e abandonadas, aos doentes e aos mais pobres.

São Luís era de família abastada, mas não hesitou em se fazer mendigo para sustentar as meninas do orfanato. Com isso, ganhou insultos, bofetadas e pessoas lhe atiçando cães, mas nada o fez desistir. São Luís, sempre abandonado na Providência do Pai, confiava na ajuda de Deus. Com isso, viu os milagres de ter trigo no celeiro, quando o mesmo havia acabado, e de ter comida na casa das abandonadas, quando não tinha nada para pôr na panela.

Foi um promotor da mulher. Ele, sacerdote, junto com um grupo de jovens, fundou a Congregação das Irmãs da Providência, que atuam no Hospital Maternidade Frei Galvão desde o ano de 1942. Queria que tratassem os doentes com toda dedicação, carinho e humanidade, pois pela sua fé no doente lá estaria Jesus vivo e sofredor.

Reconhecido Santo pelo povo do seu tempo, fez vários milagres. Foi beatificado no ano de 1981 e canonizado em 2001. Sua festa é celebrada na Igreja e na Congregação no dia 5 de outubro.

Faleceu na Itália em 1884, deixando à Congregação das Irmãs da Providência a missão de levar adiante o projeto de Deus para o serviço aos mais pobres.

Hoje, as Irmãs da Providência trabalham em onze países, procurando manter vivo o jeito de amar e servir do seu fundador. Juntamente às Irmãs da Providência um grupo de leigos que simpatizam com o jeito e espiritualidade de São Luís Scrosoppi.

Antes de morrer, o Santo deixou por testamento: “Caridade, caridade, salvar as almas e salvá-las com a caridade”.

 

Os milagres

Para a beatificação

As curas reconhecidas pela igreja foram duas:

A primeira é da de Siro Marizzoli, de Pavia.

Era 2 de setembro de 1942, o pequeno Siro, de Paiva, com um mês de vida adoeceu improvisamente. Diagnóstico: Siro, estava com uma encefalite gravíssima, com fenômenos bulbiformes (inflamação e infecção do cérebro desencadeada geralmente por um vírus com convulsões e febre) e podia ser fatal. As crises sempre mais graves repetiam-se com insistência tanto que o médico aconselhou leva-lo para casa para morrer e predispor os funerais. Uma Irmã convidou a mãe a rezar para Padre Luís, para que intercedesse de Deus a cura. No dia 16 de outubro teve uma melhora notável, e em 23 do mesmo mês o menino saiu da clínica, perfeitamente curado.

O segundo fato prodigioso aconteceu com Rocco, nascido em Tésero (Trento) em 3 de março de 1915.

Com oito anos, em 1923, depois de um ferimento, Rocco teve uma osteomielite crônica fistular na mão esquerda, de natureza provavelmente tuberculosa. Treze anos de doença, oito intervenções cirúrgicas e repetidas propostas de amputação do membro. Desenfaixado, a mão aparece perfeitamente curada, enquanto as gazes estavam ainda embebidas de pus.

Em 20 de dezembro de 1978 reuniu-se em Roma o Conselho médico composto por sete membros, tendo tido julgamento positivo. Para ambos os casos, as duas curas eram inexplicáveis cientificamente.

Em 4 de outubro de 1981, na Praça São Pedro, na presença de numerosos fiéis, friulanos e de outras nacionalidades, a Igreja Católica glorificava o seu servo fiel Padre Luigi Scrosoppi D. O., declarando-o bem-aventurado.

 

Para canonização

Em 1996, no Zâmbia (África) aconteceu o extraordinário inesperado. O Postulador da causa submete ao julgamento da Congregação das Causas dos Santos.

O fato refere-se a Peter Chungu Shitima que, no mês de abril de 1996, enquanto se encontrava no Sul África, a Oudtshoorn como seminarista, começou a sofrer dores difusas e falta de força, predominantemente nos membros inferiores; enquanto era tomado por inapetência. Dia após dia duas condições pioravam, por isso, foi levado ao hospital no mês de junho. Feito o diagnóstico, o encontraram afetado de grave forma de polineurite periférica nos membros inferiores, juntamente com contagio de HIV (vírus de imunodeficiência). Os médicos que o tratavam, mandaram-no a morrer com a família, no Zâmbia, tendo considerado a doença já em fase terminal.

A comunidade católica da cidade de Oudtshoorn, a família e o doente mesmo, começaram a pedir a Deus, com muitas orações, a graça da cura, por intercessão do bem-aventurado Luís Scrosoppi.

Na noite entre 9 e 10 de outubro de 1996, Padre Luís aparece em sonho a Pietro Chungu Shitima e lhe preanunciou a cura. De manhã, o doente afirmou que não tinha mais dores. Assim, começou novamente a andar e a comer sem dificuldade.

Em breve tempo, retoma as forças e pôde recomeçar as ocupações normais junto à Comunidade dos Padres do Oratório de Oudtshoorn, de que fazia parte.