Hospital Frei Galvão

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Ginecologia Minimamente Invasiva

É o ramo da Ginecologia que busca solução dos problemas com pequena invasão, propiciando um curto período de internação com rápida recuperação. Um bom exemplo é o tratamento dos miomas uterinos, onde pode ser feita embolização dos miomas. Este procedimento é feito por cateterismo, sem necessidade de cortes no abdomen. Através de um cateter introduzido por uma artéria, identica-se a artéria que nutre o mioma fazendo a interrupção do fluxo sanguíneo naquele vaso, retirando a fonte de nutrição do mioma e reduzindo seu tamanho. O período de internação é de 24 horas e o retorno às atividades normais dá em aproximadamente 05 dias.

Outras intervenções para tratamento de miomas podem ser realizadas, como a miomectomia (retirada do mioma) por videohisteroscopia, quando se introduz através do colo do útero um sistema de 9,5 mm (que contém ótica de vídeo e instrumental), que é usado para os miomas que estão em contato com a cavidade uterina. A videohisteroscopia também pode ser usada a nível ambulatorial (não precisa internar e nem ser anestesiada) para diagnóstico de alterações da cavidade uterina detectadas na ultrassonografia, nos casos de infertilidade, sangramento anormal, retirada de pólipos uterinos, laqueadura tubárea, dentre outras intervenções.

Nos casos de sangramento uterino anormal pode ser realizada a ablação endometrial (destruição do endométrio, que é a parte funcional do útero). A ablação pode ser realizada por videohisteroscopia ou por modernos procedimentos, como o Thermachoice (balão intra-uterino), que realiza o procedimento em 8 minutos, e cujo período de internação é de 6 hs, em média.

Outro ramo da ginelologia minimamente invasiva é a videolaparoscopia, também conhecida por videocirurgia (realizada através de pequenos cortes de 0,5 a 1 cm no abdomen), usada para diversas aplicações, tais como cistos de ovário, miomectomia, histerectomia (retirada do útero), avaliação de casos de infertilidade, endometriose (doença que provoca dor e pode causar infertilidade) e também em urgências, como a prenhez tubárea (gravidez na trompa), cistos torcidos de ovário, entre outras situações. A grande vantagem destes procedimentos é o curto período de internação e rápida recuperação, com breve retorno às atividades.

Nos últimos anos, vem ganhando força em nosso meio a cirurgia vaginal. Pode ser realizada a histerectomia vaginal de útero sem prolapso (no lugar normal – não precisa estar para fora da vagina). Este procedimento propicia alta precoce (24 hs, em média), bem como baixo nível de dor e rápido retorno às atividades. As cirurgias para correção da incontinência urinária (quando a pessoa não consegue segurar a urina) com “sling” , que é uma faixa colocada para sustentar a uretra, apresentam excelentes resultados (superiores ao períneo) com breve volta às atividades. Também as cirurgias para prolapso genital (quando o útero, a bexiga ou o reto ficam para fora através da vagina) podem ser realizadas com o uso de telas, com excelentes resultados.

O seu ginecologista é o mais indicado para esclarecer suas dúvidas sobre o assunto. Converse com ele. Os profissionais do setor de Ginecologia Minimamente Invasiva do Hospital Maternidade Frei Galvão também estão à disposição de médicos e pacientes para esclarecimentos.

Por Djalma Antonio Almeida dos Santos – CRM – 62.184

TEGO – 0245/05 (Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia)

Pós Graduação em Ginecologia com especialização em “Ginecologia Minimamente Invasiva” pelo Hospital Sírio Libanês – São Paulo

Integrante do Corpo Clínico do Hospital Maternidade Frei Galvão